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A gata de loiça

Helena, 25.01.23

A minha gatinha de loiça agora arranjou outro sítio para se enroscar nos dias frios.

Claro que eu sou sempre a sua primeira opção, no meu colo, enroscada em cima da manta que me cobre as pernas.

Mas quando não estou em casa, e isto varia consoante as oportunidades que tem à sua disposição e aproveita, entre a almofada que está em frente da janela no meu quarto, nos dias de sol, em cima da máquina de secar roupa se esta estiver a trabalhar, dentro do cesto da roupa para passar ( quando está praticamente vazio), em frente ao aquecedor ( de burra não tem nada) e.... no seu novo sítio:

em cima da box, atrás da televisão!

No início quando chegava a casa estranhava, não me vinha esperar à porta, pois sempre vinha quando a chamava, parecia que queria que a descobrisse no seu novo spot. 

E lá estava ela, de cabeça erguida, olhos esbugalhados e fixos, em silêncio; à espera que a encontrasse tal e qual o jogo do gato e rato.

21 dias e os 90 `

Helena, 24.01.23

Se dizem as teorias que bastam 21 dias para transformarmos algo num hábito, também há outra que diz que 90 segundos ( minuto e meio), basta para não convertermos algo desagradável numa preocupação.

Ou seja, quando algo de mal nos acontece, convém ser algo chato e desagradável mas num grau menor e suportável, não se deve prolongar esse mal estar ou mesmo falar sobre isso, para além dos 90`, caso contrário, poderá converter-se numa preocupação ou num assunto que ficará mais tempo na nossa mente a remoer.

E é verdade! Já coloquei essa teoria em prática e funciona. Há coisas que embora desagradáveis, não vale a pena dar mais crédito do que valem.

Dou ali o minuto e meio, e arrumo-as para o lado. 

Depois nem me lembro delas!

Eu e os livros

Helena, 23.01.23

Já tivemos uma relação muito próxima: de melhores amigos.

Já foram os meus companheiros nas horas de solidão, deram-me alegria, chorei com eles, ri-me, descobri coisas e "pessoas" novas.

Lia muito em criança e mesmo na adolescência.

Mas a nossa relação arrefeceu com os anos.

As tecnologias apareceram....as amizades...o casamento, o trabalho, os filhos, o divórcio....

E arrefeceu ainda mais.

Mas ainda tenho resquícios do passado:  de vez enquando entro numa livraria, procuro títulos que me despertem curiosidade , escolho um, folheio-o e encosto-me a uma prateleira e ponho-me a ler. Se gostar muito, compro. ( Tenho a impressão que leio mais junto às prateleiras do que em casa!)

O problema vem depois!

Depois fico imenso tempo sem lhes tocar. Às vezes começo devagarinho, e leio até meio, outras vezes, nem isso!

Talvez tenham o seu tempo para serem lidos e descobertos.

Talvez estejam à espera do meu momento certo...

Talvez seja a altura de lhes pôr os olhos em cima....

Bullying nos mais velhos

Helena, 21.01.23

Há dias li uma reportagem na net sobre bullying entre os idosos.

Pensei : " isto já anda assim?"

 Uma investigadora desenvolveu um trabalho sobre este tema, teve imensas "dificuldades", pois só encontrava informação acerca do bullying no meio escolar, e não nesta população.

Mas pelos vistos existe. E foi o tema da sua tese.

Entre bengaladas e palavras insultuosas entre os idosos, há também o medo das vítimas reagirem com medo de represálias .

Os casos aparentemente intensificam-se quando sentem que estão abandonados, principalmente nas alturas de festas, em que ninguém se lembra deles para comemorar o Natal, ou no inverno quando estão mais tempo dentro da instituição, devido às condições climatéricas.

Das agressões físicas (33%) às verbais (100%), verificou-se também que normalmente o agressor possui capacidades intelectuais e físicas superiores ao das vítimas com alguma patologia do foro mental.

Por isso: que tal lembrarmo-nos deles com mais frequência? Lembrarmo-nos que são gente como nós e por detrás das rugas, cabelo ralo e costas corcundas, existe alguém!

Cada vez mais...

Helena, 20.01.23

pratico a distorção deste ditado " não deixes para amanhã o que podes fazer hoje".

E porquê?

Porque me sabe bem; porque assenta-me que nem uma luva!

Aquele stress de tentar fazer tudo para ontem, comigo não dá, não resulta e no final não me compensa os nervos que me dá durante o processo.

Sempre fui uma pessoa organizada. Se tenho algo importante para fazer, começo devagarinho a fazer uma semana antes, para evitar o stress do dia anterior, se tivesse que fazer algo importante de um dia para o outro, dava-me um colapso!

Agora coisas miudinhas que temos para fazer, que não são assim tão importantes, borrifei, faço amanhã.

E porquê?

Muito simples: porque quantas mais coisas miudinhas tentamos despachar, mais aparecem!

Por isso, como não quero passar o tempo, que nem um hamster numa gaiola a correr numa roda giratória, paro e penso: terminou por hoje. E vou fazer o que apetece.

Não quero olhar para trás, quando tiver mais 20 anos em cima e pensar: não fiz nada de jeito que me desse prazer.

Assim, não me sinto mal comigo mesma e penso : " tempo bem gasto" " gastei-o como queria".

As árvores

Helena, 20.01.23

Comparo muitas vezes a nossa vida a uma árvore. 

O tronco grosso ou fino comparo-o à nossa força, a nós mesmos, ao nosso interior, e o ramos divididos em mil bifurcações que vão descambar em mil raminhos aos nossos percursos feitos na vida; decisões, rumos.

Se por ventura tem muitos raminhos para além das bifurcações maiores, significa que andámos em muitas aventuras, para a frente e para trás.

Há outros ramos porém que estagnam, que não deram fruto nem flor, e aí ficam até ao final das nossas vidas. Apenas o vento os toca movendo-os.

1.500 euros. A sério?

Helena, 19.01.23

Na semana passada li uma reportagem na net acerca do custo médio dos idosos num lar em Portugal.

É isso mesmo: 1.500 euros. Fiquei abismada!

Claro que se o idoso for abastado poderá ir para um lar top de gama a custar os 3.000 Euros mês.

Tendo em conta que a esperança média de vida aumentou ao longo dos anos, temos cada vez mais um país envelhecido, sendo que a estatística atual é 182 idosos para 100 jovens, representando um quarto da população.

Nem sempre a longevidade significa melhor saúde e cuidados em Portugal. Muitas vezes, estas camadas mais envelhecidas sofrem com variadíssimas doenças e saúde debilitada.

O maior problema é que por vezes, senão a maioria não há propriamente uma alternativa para estas situações, muitos esperam anos por uma vaga no setor social, para que possam ser tratados com a dignidade que merecem e neste momento apenas há vagas, cada vez mais para lares de classe média alta. Muitos optam por lares clandestinos, ou sem licença, sob condições que deixam a desejar.

Ora se um português, aufere 1.300 euros de salário médio, sendo Portugal o décimo país a receber menos na União Europeia, como pode então pagar os cuidados necessários para os seus progenitores quando já não conseguirem tratar de si?

 

Os destaques

Helena, 18.01.23

Interessante porque há dias encontrei uma rubrica dedicada aos destaques pela equipa do Sapo, como selecionavam os destaques, etc etc

Gostei. Antigamente tinha outro blog que, às vezes, quando era destacada, fazia perguntas sobre isso mesmo, quais os critérios etc, e agora que voltei a ter novo blog, vi, com alegria algumas das respostas. Gostei de saber que também dão a conhecer os blogs mais recentes à comunidade de leitores ( 5 por dia) e que leem habitualmente alguns blogs.

E embora este blog esteja a crescer ao seu ritmo, pois nem sempre é fácil para mim, encontrar tema para escrever, às vezes há, outras vezes nem por isso, é bom irmos conhecendo realmente outros blogs vizinhos. Por isso, quando entro no sapo blogs, a primeira coisa que faço, é realmente ler os destaques e muitos deles até os adiciono.

Há sempre tantas histórias dentro das pessoas, como se fossem gavetas que abrimos num grande armário, histórias de dor, indignações, doenças, resoluções e até receitas. Muitas, sempre muitas!

E quando não tenho nada para escrever, há sempre solução: LER!

Série III

Helena, 18.01.23

Outra série que descobri recentemente, é acerca dos segredos das famílias reais no Reino unido, ao longo dos séculos.

A minha mãe que sempre teve a ideia que os reis é que viviam bem e sem problemas, e que só tinham como objetivo reprimir os mais pobres, (há aqui alguma verdade); deveria ver esta série.

Entre a riqueza que era passada de geração em geração, verifica-se muitas vezes que têm que subir ao trono, ainda muito jovens, pois um dos pais morrera e ficaram orfãos  de pai ou mãe ( primeira tragédia); depois como às vezes são muito jovens, um parente, às vezes um tio, sucede no trono provisoriamente até perfazerem a idade de governação. Até lá, muitas vezes são controlados e vigiados vinte e quatros horas por dia, não tendo sequer 5 minutos para si.

Muitas vezes casam com outros príncipes ou nobres, não tendo a escolha para o fazer, interessando-se apenas pelo seu status e dinheiro.

Outras vezes, para não dizer muitas, aprisionam os príncipes ou princesas em torres, enclausurando-os, devido a disputas de sucessão e mais tarde até os executam!

Afinal... não era assim tão bom a vida da realeza!

Séries II

Helena, 17.01.23

Ontem descobri pelo menos 2 novas séries: uma de decoração " Posso entrar?" e outra sobre miúdos ricalhaços que vão experienciar uns dias na casa de uma família mais pobre. Não me lembro do nome da série, sorry.

Ontem, vi dois episódios sobre os miúdos ricos. No início, cada um fala como vive, do que tem, das suas facilidades ou dificuldades com que se depara diariamente e das suas expectativas de ter um miúdo rico na sua casa.

O mais engraçado, do que constatei até agora, é que o rico vai com a expectativa de ver como é realmente viver com uma família com poucas posses, e o pobre vai com o preconceito de que o rico é arrogante e snob.

Conclusão: o pobre realmente desfaz os seus preconceitos ao verificar que embora o jovem seja de famílias abastadas, é educado, faz o que lhe pedem e sem ondas!

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