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Há dias

Guarda rios, 29.11.23

fui almoçar com as colegas de equipa, éramos cerca de quinze. À tarde ainda tínhamos as jornadas pedagógicas.

Durante o almoço, fiquei sentada ao pé de uma colega que no ano passado dava apoio na minha sala aos alunos com mais dificuldades, já a conhecia portanto.

Muito simpática e de fácil trato. Durante o almoço a conversa floriu, e novamente falara da sua experiência de 8 anos a lecionar em Angola. Adorou, adorou. Foi a palavra mais ouvida.

Já me tinha falado desta experiência no passado, mas desta vez, tive a oportunidade de saber mais coisas sobre a experiência.

Uma das outras colegas que lá estava, entusiasmou-se tanto que disse: " quando os miúdos estiverem maiores, vamos para Angola????"

Eu que não sou de entusiasmos rápidos, e apenas ouvia a colega a falar, mas depois, disse para mim e para a colega: " olha que se calhar, não é má ideia!"

Sei que há colegas que concorrem em mobilidade e vão dar aulas para os Palops e que é uma ótima experiência!  Ainda no ano passado letivo, 2 colegas de educação especial rumaram até Timor.

Para mim, o maior entrave no momento seriam mesmo os miúdos, mas quando ficassem maiorzinhos, porque não??? Ficou-me esta pergunta por algum tempo!!!

Quem sabe um dia?

 

Pergunta 4

Guarda rios, 27.11.23

Pergunta um bocadinho tétrica...

Cá vai: Se soubesse que dentro de um ano iria morrer, mudaria alguma coisa no seu presente modo de vida?"

Ao ler a pergunta, disse para comigo " MUDAVA!"

Primeiro: despedia-me já e ia comprar umas passagens aéreas para ver o mundo! 

Depois, desci à terra e pensei " e onde é que tenho dinheiro para as passagens?" e " quem é que paga a casa???"

Pronto, lá se foram as decisões antes de morrer, e pronto, lá ia trabalhar para pagar as contas do costume!

Por isso, a conclusão a que chego é que não há vantagem, pelo menos para mim, se soubesse que iria morrer com tanto tempo de antecêdencia.

Agora se fosse com um mês, aí se calhar já valeria a pena, e provavelmente o dinheiro ainda daria para uma viagenzinha.... curta vá!

Guerra ou paz ?

Guarda rios, 24.11.23

Quando estalou novamente a guerra entre a Palestina e Israel, deixei de ouvir as notícias e de as ler.

 Custa-me ler ou ouvir notícias vezes e vezes sem conta " milhares morreram num ataque de bombas", como se estivéssemos a brincar aos legos, numa partida qualquer de crianças. O problema é que não é uma partida de legos com bonequinhos da playmobil. São pessoas.

Não me parece justo que haja tantos sacrificados,  a troco de nada. 

A guerra normalmente revolta-nos por várias coisas: as pessoas que morrem sem ter culpa nenhuma,  e que neste século já não deveria ocorrer.

Mas se olharmos bem para o lado, a uma escala menor, verificamos que por vezes há pessoas de família que não se falam há anos, devido a contentas anteriores ou o colega de trabalho que é uma peste e não nos ficamos, ou um vizinho irritante que nem bom dia diz.

Aí penso que, e embora estas coisinhas sendo menores, levam muitas vezes a coisas maiores, como  guerras pessoais ou familiares, e que embora nos seja difícil aceitar que a guerra não fará parte de nós e da sociedade, parece-me um tanto impossível.

Vejamos ao longo de toda a nossa história, houve sempre guerras, às vezes por " dá cá aquela palha".

Li uma vez, que a Madre Teresa de Calcutá, uma vez foi convidada para ir a uma marcha contra a guerra, ao qual ela declinou dizendo que se fosse a favor da paz, iria de bom grado.

Penso que as guerras sempre existirão infelizmente, principalmente enquanto houver doidos no poder, mas que a promoção da Paz também é possível, e deve sempre começar por .... Nós.

E enquanto uns resolvem entrar em guerra, há também noutros lugares, e que a comunicação não fala tanto, momentos de paz e alegria.

Nós temos sempre o poder de decidir, mesmo em pequenas situações: quero paz ou entrar em guerra?

Pergunta nº3

Guarda rios, 23.11.23

Respondendo à pergunta nº 3, eu acredito em Deus, porém já tive momentos de fraqueza, não que deixasse de acreditar, mas que me levaram a crer num abandono da Sua parte.

Mas o que é certo, é que depois de conversar com Ele,  passado uns dias, Ele dá-me outro fôlego e no outro dia estou outra! Muitas vezes penso: está ocupado com outras coisas ou pessoas, e provavelmente os meus problemas ao pé de outros são ninharias!

Mas depois, lá me passa a mão pela cabeça, dizendo-me " que está tudo bem,  tudo se vai resolver", e quando isso acontece,  dá-me forças para quando preciso ou já estou num ponto de desistir e lá faz a sua mágica, por isso, posso dizer que  nunca me desamparou!

Aleluia!

A gataria

Guarda rios, 22.11.23

Agora que conto com 2, o amarelo e um preto.....confesso que a adaptação do "amarilinho" teve os seus ups and downs. Normal, portanto.

A Tita ou gata de loiça não o recebeu muito bem, impunha-se à sua presença, como rainha do palacete que já tinha conquistado faz anos.

O outro, coitado, declando-se seu súbito, curvava-se em tons de reverência. E no meio desta subjugação, o " amarilinho" nesse tempo escondia-se e dormia debaixo da minha cama.

Numa das vezes, a Tita para demonstrar o seu poder, deu uma mijadinha logo à entrada do seu real domínio, o meu quarto portanto.

Levou uma bronca, que penso que por momentos deve ter pensado, que alguém tinha subido ao poder e que ela tinha sido deposta por uma multidão enraivecida( eu, portanto).

O tempo passou, e como os bichos são conquistados pelo estômago e com festas na cabeça, o moçoilo inseguro lá foi ganhando confiança, ficando baralhado por algum tempo: " afinal quem é que manda aqui???"

Numa outra altura ainda de domínio, a Tita, tal e qual os inimigos que entram numa guerra  desbravando o mato camuflados, viagiava o meu quarto, por entre uma pequena abertura da porta.

Sorrateira, vigiava ao mesmo tempo que os seus olhos brilhavam. Pronta a atacar por dentro, mas controlada por fora, de repente, num ato de sobranceria dá uma patada na porta escancarando-a. 

Avança devarinho, levantando o focinho tentando captar os odores do inimigo. Sabia que o inimigo andava por perto, mas ainda debaixo da cama e que nesse momento podia relaxar, pois ainda era a rainha!!! 

 

 

 

Assembleia de turma

Guarda rios, 21.11.23

Há dias devido ao facto da minha direção de turma andar com uns comportamentos menos corretos, a minha coordenadora pediu-me para realizar uma assembleia de turma.

Depois de ouvir as várias inquietações da garotagem, uma aluna disse: " o professor de ginástica ralha muito comigo", e eu que perguntei "porquê?"

- Porque eu não levo as sapatilhas para a aula!!!!

E eu respondi: Ahhhhh...

-Mas eu não tenho culpa, eu já pedi tantas vezes à minha mãe e ela não me compra!!!- respondeu ela.

E é nestas alturas que uma pessoa pensa " a pobre miúda tem razão." 

Que culpa tem ela? 

 

 

 

 

 

Autismo

Guarda rios, 20.11.23

No início deste verão descobri a verdadeira causa para a minha filha ter as crises de ansiedade que cada vez mais estavam a ser frequentes.

Pois é: autismo. 

Nestes últimos dias que não tem sido fácil; estava à mesa com ela a tomar o pequeno almoço e disse em voz alta: " e a mim que já me passaram tantos alunos autistas pelas mãos, nunca pensei ter uma filha autista..."

Resposta dela: " e eu que nunca pensei que fosse autista...".

Realmente não é um problema fácil, e que no caso dela só foi descoberto recentemente.

Como a psicóloga dela disse: " passou estes anos todos pelos pingos da chuva (...)"

Felizmente o grau de autismo dela não é grave, ela é bastante funcional, porém nestes casos, têm bastantes manias que Deus me dê paciência!

A psicóloga há uns dias chamou-me para falar com ela e entre várias coisas disse-me: " bem, ou a mãe faz também terapia para aprender a lidar com situação da sua filha ou então....

Sabem o que me disse?

" Dê-lhe AMOR e CARINHO! Diga-lhe que a ama e valorize-a.

E não é que resulta?

 

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