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Respondendo à pergunta 7

Guarda rios, 09.12.23

O que é para si uma noite ou dia perfeito?

Se for de dia, tem que haver sol, ter tempo para passear na natureza, seja praia ou campo!

Ter tempo! Por isso se for no tempo de férias, melhor!

Se for à noite, jantar fora com os miúdos, num sítio que não tivesse que contar os tostões primeiro,, depois seguido de um filme em casa ou no cinema. Como opções também boas: assistir a uma peça de teatro ou um concerto de alguma banda que gostasse. Beber uns copos!!!

Por último, na minha caminha no vale dos lençóis. Com os gatos a aconchegarem-me!

Respondendo à pergunta nº 6

Guarda rios, 07.12.23

Qual é  o maior feito da sua vida?" Existe ainda algo que queira fazer?"

Eu acho que o meu maior feito da minha vida são e continuam a ser os meus filhos.

Não há nada que me tenha dado mais trabalho, mas também mais prazer do que vê-los bem e felizes!

Em relação a projetos no futuro, acho que os projetos que tenho em mãos já chegam e sobram!

 

Respondendo à pergunta nº5

Guarda rios, 05.12.23

Confesso que seria tentador saber à partida o que ainda me reserva o futuro, mas depois pensando bem, qual seria a graça???

Se fosse algo bom, perderia a graça, se fosse mau, iria automaticamente viver isso no presente, o que seria viver por antecipação, o que também não seria bom.

Tal como a minha filha me respondeu seria o mesmo que desembrulhar um presente e sabermos o que já lá estava dentro!

Por isso, é melhor vivermos desembrulhando as prendas boas ou más no momento certo!

Às vezes tenho pena

Guarda rios, 01.12.23

das pessoas que vêm do trabalho, à noite, fustigadas pela chuva, pelo cansaço que carregam nos ombros e na  alma. Olho-as pela janela e vejo-as ao longe. Às vezes cruzo-me com elas na rua.

A chuva e o vento não dão tréguas. 

Chapéus com varetas dobradas e até partidas, casacos ensopados e cabelos húmidos. Caras molhadas como se tivessem estado a chorar.

Filas intermináveis de carros, engarrafamentos, com a esperança de chegarem a casa freneticamente, numa luta inglória entre o tempo. Submissos, a vida troca-lhes as voltas e não têm senão outro remédio que esperar  a sua vez. Olham por entre os vidros a chuva bater,  e observam com a sua vista baça  os carros da frente por entre o vaivém do parabrisas.

Quem vem de camioneta, também não vem melhor, de pé, com dores nas costas a carregar uma mochila atulhada de livros ou de sacos, depois de um dia compridíssimo que parece não ter mais fim....

Sem lugar para se sentar, à espera que um velho salte do banco para sair e descansar um pouco...

 Enquanto isso, no meio do trânsito infernal, entre o pára, arranca da camioneta, os movimentos dos corpos vai balançando para cá e para lá...

Quem vem de comboio, viaja igual, se bem que quem sai da camioneta e de seguida ainda tem que apanhar o comboio, e o avista já perto, tenta a sua sorte, e o cansaço que pesava anteriormente, desaparece por momentos, e  entre passadas enérgicas, sobem dois e três lanços de escadas  de uma só vez...  para chegar à paragem ansiada.

Quando entram jogam o jogo das cadeiras, quem apanhou lugar, apanhou, quem não apanhou, segura-se no varão e lá vai balançando com o movimento oscilante do comboio.

A noite intimida o dia, é o seu reverso, é a hora de chegar.

Chegar a casa. Chegar a casa torna-se a peripécia mais esperada do final do dia.

A noite torna-se inconviniente, rude, ríspida, indelicada para todos os que carregam na alma o peso dos dias no final de um dia de trabalho.

A noite expulsa-nos e convida-nos a ir para casa e a regrassar à luz  das nossas casas e também de quem lá nos espera.

 

 

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