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As amizades ( ou relações em geral)

Guarda rios, 31.01.24

Acredito que as relações baseiam-se em dar e receber, na confiança conquistada de ambas partes. Acredito ainda que têm prazo de validade, a maioria.

E não faz mal está tudo bem.

Por vezes, quando não compreendemos isso, podemos passar a beggers (pedintes) ou pleasers ( estar sempre a agradar) o que mau para nós, sofremos com isso.

Mas o bom, é que podemos sempre procurar outros poisos, mais vantajosos para nós, ou valorizar as relações que já temos e que nos dão o colo sempre que precisamos.

Se virmos bem, ao longo da nossa vida já tivemos muitos amigos, desde a infância até agora.

Com o tempo, ficam menos, e para mim, também está tudo bem, porque não preciso de muitos, basta-me um ou dois de confiança.

As crianças são as que fazem amizades mais rapidamente, às vezes, quando levo o meu filho a um parque diz-me " fiz um amigo" e eu perguntou-lhe "como fazes amigos tão depressa?"

Responde-me sempre " pergunto-lhe se quer ser meu amigo, ele diz que sim, e vamos brincar."

Obviamente, que para nós adultos temos sempre mais reservas, condições etc para se criar um bom amigo, normalmente exige confiança nessa pessoa, que pode demorar algum tempo!

Também, ao contrário do que disse inicialmente, também acredito que  existem  amizades podem durar para sempre! Ou seja,  duraram o tempo que duraram, mas mesmo que a distância ou o tempo se interponha no meio, serão sempre consideradas especiais pelo bem que nos fizeram ou como nos fizeram sentir naquele curto espaço de tempo.

 

 

Coração partido

Guarda rios, 30.01.24

Andei a ler um livro: " O que faria Nietzsche"?, basicamente um livro de como os maiores filósofos resolveriam os nossos problemas do dia a dia, baseado nas suas teorias.

Escolhi este tema; como resolveriam ou que conselhos dariam às pessoas que estariam a passar por esta situação.

Comecemos pela filósofa Simone de Beauvoir. 

Simone de Beauvoir dir-nos-ia que há mais peixes no mar e por isso para passar ao próximo! O conselho que nos daria seria controlar-se e assumir o controlo da situação, em vez da situação o controlar a si! Também nos faria a seguinte pergunta: " como nos deixámos cair num estado tão miserável???"

E ainda : " fez com que essa relação romântica fosse a sua principal fonte de significado da sua vida... e agora que desapareceu, estava à espera de quê???"

Segundo ela, há outras coisas importantes na vida, e não devemos depender de outras pessoas para conferirem significado às nossas vidas.

Segundo Epicuro, filósofo grego, não teria pena nenhuma de si por ter causado tanto sofrimento a si mesmo. ( tal como Simone). Aconselharia a acalmar os desejos que o colocaram nessa situação difícil. Só depois poderia procurar coisas que lhe deem prazer e evitar aquelas que lhe trazem dor.

O grego Zenão Cítio dir-lhe-ia que para atingir a paz de espírito deveríamos viver em harmonia com a natureza , nas boas e más alturas; não deixar que as coisas más o deprimam, nem deixar-se entusiasmar-se demasiado com as boas. Não deve ainda tentar controlar coisas, sob o qual não tem qualquer controlo.

Buda

Buda diz-nos-ia que compreende a nossa situação, ( é mais compassivo), mas convém ter a consciência que nem todos os desejos podem ser realizados.

Dir-nos-ia também que mesmo que tivéssemos o amor da nossa vida, continuaríamos a não sentirmos satisfeitos e se quisermos pôr fim ao sofrimento não nos podemos agarrar às coisas ou às pessoas.

 

Arthur Schopenhauer, filósofo alemão

Considerado um filósofos mais pessimistas de todos os tempos, dir-lhe-ia que o sofrimento existe e não há como escapar. " Não se dê ao trabalho em reparar um coração partido". " O mundo está cheio de infelicidade e não há nada que possa fazer(...)". Habitue-se, é a condição humana.

Conselho: Mergulhe na filosofia ou na música.

 

Por último: Friedrich Nietzsche.

Depois de ter passado o cabo das tormentas com a morte de seu pai ainda muito jovem, e rejeição da sua amada, conseguiu transformar as suas tragédias pessoais numa filosofia positiva.

Concordava com o seu colega Schopenhauer, ou seja que nesta vida estamos destinados a ter alguma infelicidade, mas que devemos encará-la como oportunidades e não como revezes.

Aconselhava ainda a tentar encontrar o seu significado e aprender com a experiência.

Declarou ainda que se queremos muito fazer algo, se valer a pena, temos que ter a consciência do risco do fracasso, e que a dor serve para apreciarmos e darmos mais valor às nossas conquistas.

E para ti?  qual a filosofia mais adequada para remendar um coração partido?

 

 

Notícia engraçada

Guarda rios, 29.01.24

Passou-se em Pegões ( freguesia de Montijo)em dezembro. 

Resumidamente: dois homens resolveram assaltar um supermercado.

A coisa correu mal para um deles, pois quando um dos assaltantes entrou no supermercado com arma de fogo, os clientes e o proprietário do estabelecimento, conseguiram imobilizar um dos assaltantes, agredindo-o.

O outro assaltante ao ver o seu cúmplice a ser agredido, chamou a GNR, " a queixar-se que o amigo estava a ser agredido no interior do estabelecimento".

Por último, a GNR compareceu no local e procedeu às duas detenções!

Papel de vítima

Guarda rios, 18.01.24

Vi isto num post do instagram, e pensei que fosse útil partilhar.

Às vezes quando sofremos com uma situação, assumimos o papel de vítima,  e atribuímos as culpas inteiramente aos outros.

Obviamente que isto não quer dizer que o outro não tenha a sua parte de culpa.

Mas significa também, que muitas vezes não assumimos a nossa parte.

Ou seja, muitas vezes escapamos à responsabilidade que também temos.

Uma das coisas que nos devemos perguntar é:

Como contribuí para a situação?

Qual foi o meu papel nisto?

Estabeleci limites?

Disse que não? ou alinhei?

E quando nos permitimos a responder a estas perguntas, verificámos que de alguma forma contribuímos também para a situação.

Quando assumimos o nosso papel, deixamos de ser vítimas e aí já agimos de outra maneira e ao tomar consciência onde errámos, já não voltamos a errar e já conseguimos desembrulhar a situação.

 

A minha vizinha

Guarda rios, 15.01.24

que mora defronte de mim, vai-se embora.

Tenho pena porque era a única vizinha simpática aqui no prédio.

Na véspera de ano novo, convidou-me para passar com ela e uns amigos dela, mais o namorado, que declinei simpaticamente, já tenho cá os meus " macacos" para fazer a festa de passagem de ano novo.

Mas no meio de conversas e sorrisos, deu-me dois abraços apertados. 

Engraçado porque pessoas que às vezes conhecemos há pouco tempo, podem ser tão calorosas!

Às vezes não é o tempo que passamos com as mesmas que as torna especiais para nós, mas os momentos que nos dedicaram!

Resposta nº 10

Guarda rios, 10.01.24

O que dirias ao teu eu mais novo?

Muitas pessoas foram entrevistadas, das mais novas às mais velhas.

Noto uma consistência nas respostas dos mais velhos, com poucas alterações.

As respostas vão desde: " não me preocupar tanto com as coisas"; " enjoy life" etc

As dos mais jovens algumas foram " sermos e vivermos de acordo com os nossos valores e não o dos outros" " e não esperar agradar a todos"; " seguir os nossos sonhos".

A que mais gostei, foi apenas uma pessoa que respondeu o seguinte : " não se arrepende de nada, vive a vida fully, com o bom e mau" " se tiver que sofrer, sofre até ao fim, se tiver que viver alegremente, vive essa alegria inteiramente". 

e porquê?

Porque segundo a pessoa, assim é que se sente a vida, no seu pleno. E quando sofremos é que podemos retirar as mais valiosas lições.

 

Stuck

Guarda rios, 08.01.24

De vez enquando sentimo-nos Stuck.

Aquilo não evolui, parece que estamos dentro de uma gaiola, sentimo-nos como tal.

Li algures, que quando isso acontece, paramos de crescer interiormente.

We are mindtrap.

Conselhos que nos dão: procurar outras coisas, outras formas para crescermos.

Há sempre possibilidade de evoluirmos, outras alternativas.

A mim, ajudaram-me os livros a abrir os horizontes.

E a ti?

A perda

Guarda rios, 05.01.24

Digo já que se calhar não sou a melhor pessoa para dar conselhos para quando uma pessoa perde alguém.

Resolvi escrever este post, se calhar no sentido de ajudar alguém que tenha perdido alguém e que esteja em sofrimento.

Ultimamente, tenho lido aqui e ali posts de pessoas que relembram os seus parentes que já faleceram.

Felizmente, até agora, ainda não perdi ninguém realmente importante para mim. Sou uma sortuda, portanto. Mas quando acontecer, vou lembrar-me destes conselhos que aqui estão.

As palavras não são minhas, são de algo que li no livro do Estoicismo, e também que fui lendo aqui e ali noutros sítios.

Primeiro temos que pensar, que a morte também faz parte da vida. Será a última etapa de cada um. 

Não somos permanentes neste mundo.

Então o conselho que nos dão será, enquanto as pessoas estiverem vivas, falar com elas como se fosse a última vez que as veem. Dizer-lhes que gostamos delas e tratá-las da mesma forma, para quando o dia chegar, não termos remorsos do que poderia ter dito e não disse e do deveria ter feito e não fiz.

A outra coisa, será depois da sua morte, não nos lembrarmo-nos da pessoa como uma perda, e não tornar esse facto como um sofrimento, e ao em vez disso, honrar a sua morte, lembrando-nos do que nos proporcionaram em vida: os momentos bons partilhados, a alegria que nos deram e a benção que foi a sua presença na nossa vida enquanto estavam junto de nós.

 

 

Guarda-rios

Guarda rios, 04.01.24

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Nunca vi um guarda-rios ao vivo. Só na net e por acaso. Automaticamente apaixonei-me logo pelas suas cores vivas na sua plumagem .Lindíssimo, pensei para mim. 

E logo lhe dei o nome do blog. Em sua homenagem, ao pássaro de bico longo e bela plumagem, criei esta ....aguarela.

Um dia, gostava era de ver um ao vivo! ( fica o sonho)

 

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