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As coisas boas são gratuitas!

Helena, 22.04.24

Para mim, claro!

Ao ler esta citação de Fernando Pessoa: " Às vezes ouço passar o vento, e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido!" revejo-me totalmente!

Não é que o vento seja a minha intempérie favorita, mas sentir uma brisa num dia de sol sabe bem;

ver o movimento das árvores a balouçar com o vento também é fabuloso,

ouvir o som de um riacho a passar;

cumprimentar o nascer do sol ( esta é uma das minhas favoritas);

ver a chuva a bater no chão com força ou ver os céus iluminados de relâmpagos e ouvir os trovões;

ou ver as nuvens a correr ao som do vento, deixando o seu rasto no céu;

o desenrolar das ondas na praia ou a formarem-se altas e depois a rebentarem;

olhar a infinitude do campo;

olhar o céu ou apreciar os pardais a saltitar na calçada.

Serão provavelmente as coisas belas e gratuitas que podemos assistir. Não é preciso dinheiro, estatuto ou outra condição social. E às vezes nem é preciso sair de casa.

Valerá mesmo a pena é estar de olhos bem abertos ou de ouvidos à escuta.

Bom fim-de-semana 

Há uma pessoa da minha família

Helena, 19.04.24

Que tem muito medo de morrer.

Ando muito tétrica ultimamente!

E há muitas pessoas que têm esse medo.

Querem viver tudo hoje como se não houvesse amanhã.

E está tudo bem.

Como os tratamentos que faz há mais de década e meia, são bastante agressivos, ao longo dos anos foram-lhe roubando aos poucos a alegria de viver.

Quer, mas não pode. A vida não o deixa. E sempre que se aventura ou arrisca-se mais do que deve, saí-lhe caro.

Eu por outro lado, não sei se é estranho ou não, nunca tive medo de morrer. Considero algo perfeitamente natural. Se calhar porque acho que já vivi muito, já fiz muita coisa, está o dever cumprido ( já me podiam dar a reforma) , mas não, ainda me faltam muitos anos!

Claro que não dava jeito agora, que tenho os putos menores e precisam de mim.

Há quem diga que depois de morrermos podemos ir para o inferno, mas há quem diga que o inferno já é aqui em baixo na terra e que não existem provas que nos digam o contrário.

Hoje vi um filme, que já tinha visto, mas há partes que já não me lembrava. Dois homens conhecem-se no hospital, e estão em fim de vida. Antes de morrerem, fazem uma viagem juntos, e no cimo das pirâmides, um diz-lhe, segundo a tradição egípcia, que para entrar nas portas do paraíso tem que responder a duas questões: " Encontraste a felicidade?" e a segunda: "Contribuíste para a felicidade dos outros?"

Qual seria a vossa resposta a estas perguntas? Estou curiosa!

 

No mês passado

Helena, 17.04.24

morreu um colega meu. 

Esta frase assim escrita parece fria!

Já o conhecia a algum tempo e foi ele que me deu as primeiras aulinhas de guitarra, a mim e à minha filha. Na altura era seu professor de música.

Mais tarde, viemos a ser colegas de profissão!

Claro que a notícia foi um choque, um balde de água fria! Era pouco mais velho que eu, sempre muito educado e simpático. Um cavalheiro!

Mas o que queria mesmo dizer é que na altura em que partiu, algo mudou dentro de mim, acho que naqueles dias que se seguiram , pus a minha vida em perspetiva!

E então internamente começamos a fazer perguntas, as mesmas que acredito que façamos quando sentimos curiosidade com a vida ou quando fazemos um balanço do que é que andamos cá a fazer....

E então uma das coisas que pensei foi " tanto trabalho para nada..."

Porque de um momento para o outro, tudo o que vivemos já era...

O perdão

Helena, 15.04.24

Nem sempre é fácil perdoar quando nos fazem mal. O ideal é afastarmo-nos e esquecermos o assunto.

That´s it. Morreu ali o assunto e nunca mais voltamos a ver a pessoa. Essa é a forma mais fácil.

Porém, às vezes poderá não ser tão fácil. às vezes há situações que voltam a revolver os nossos pensamentos.

Remoemos no que nos fizeram, como fizeram etc.

E não é fácil, eu sei.

Uma vez li num livro que se algo nos acontece é porque temos que desenvolver uma parte, ou a parte que nos falta para que os sentimentos fiquem apaziguados dentro de nós.

Por exemplo, aqui será o perdão.

E às vezes enquanto nos perguntamos interiormente " o que é que eu fiz para me tratar assim?", por exemplo, verificamos que o problema nunca foi nosso, mas do outro.

A responsabilidade não era nossa.

Depois enquanto nos apoquentamos o quanto mal nos fizeram sentir, verificamos que estamos presos à situação e que só há uma forma de sair da mesma.

Qual? Perdoarmos a nós mesmos primeiro, e depois ao outro que nos fez mal. Esse perdão que nos concedemos a nós e ao outro é o que nos permite libertar da situação. 

Permite-nos seguir em frente e não estar agarrado mais à situação.

 

Boa semana. Take care.

 

Jerry Seinfeld, Kramer, Elaine ou George Costanza, qual deles o vosso favorito?

Helena, 12.04.24

Lembram-se desta série? Dos anos 90? Pois é, retornou à televisão, com os episódios antigos na star comedy!

Eu que adoro rir-me com parvoeira, resolvi voltar a rever a série e porque a vida para mim, não faz sentido sem nos rirmos! Começa tudo com coisas rotineiras, trabalho, namoricos e outras situações banais com que as  personagens  se deparam.

De facto, as peripécias que acontecem e as mentes daquelas personagens para resolver os dilemas que se lhe apresentam são demais!

Adoro!!!

Qual é a vossa preferida?

Quanto a mim, gosto de todos, mas a personalidade do George e da Elaine, para mim, são as melhores!

A Elaine simpática, inteligente e perspicaz em várias situações é capaz de dar o troco e dar a volta às situações que começam mal para ela.

O George preguiçoso, mentiroso e dissimulado, mas que consegue ser verdadeiro ao pé dos amigos, enfrenta as mais diversas situações, colocando as duas personalidades em prática.

O que é engraçado, é que com coisas aparentemente banais e corriqueiras do dia a dia, conseguiram transformar uma série de sucesso!

( com as suas parvoíces!)

E para vocês? Qual é a vossa personagem favorita???

 

Li algures

Helena, 11.04.24

que devemos fazer este exercício antes de nos deitarmos, para não ficarmos com a ideia que o dia nos correu todo mal.

Porque às vezes até corre, mas há sempre coisas que correram bem, mas estamos tão focados no errado ou no negativo que nem nos apercebemos ou não damos o devido valor.

Podem ser imensas coisas! Por isso, não há limite.

Consiste, independentemente se o dia nos tenha corrido bem ou mal, agradecer 3 coisas que tenham corrido bem, ou apenas reconhecê-las. Podem ser pequenas, mas que para nós são importantes.

A vantagem disto, é que depois de fazermos este exercício vemos que afinal o dia não correu assim tão mal como julgávamos no início, pois já desvalorizamos o peso que atribuímos anteriormente às coisas que correram menos bem.

Por outro lado, começamos a ver que afinal até tivemos sorte nesta ou naquela situação e mudamos a nossa perceção ! 

Fiquem bem para mais uma semana!

Sharon Stone - um caso de sucesso

Helena, 10.04.24

Ou mais um exemplo a seguir.

Lembram-se certamente da atriz Sharon Stone que protagonizou no filme " Instinto fatal"?  Com aquele famoso cruzar de pernas? Pois, não é disso que venho falar. Nem da popularidade que alcançou com os seus filmes naquela época.

Pois bem, há dias dei com uma publicação sobre a sua vida, depois desses tempos áureos , que não fazia ideia!

Estava de bem com a vida, a vida corria-lhe bem, dinheiro, vida estável romanticamente, sucesso etc

Entretanto a sua vida dá uma volta de 180º graus. Depois de sofrer alguns abortos espontâneos, resolveu adotar um criança, pois era seu sonho ser mãe. Em 2001, sofre um aneurisma cerebral que durante esse processo perdeu a fala, a audição, a locumoção e a memória, tendo escapado por pouco da morte. Tinha 5% de possibilidades de vida.

Depois de uma longa cirurgia e de uma recuperação ainda mais longa, em que teve que reaprender a andar, ler, escrever e a falar, no momento em que mais precisava de ajuda, o marido de então deixa-a e arranja outra .

Entretanto, lembram-se do filho que entretanto tinha adotado antes de lhe ter acontecido tudo isto?O exmarido pediu a custódia do miúdo alegando que Sharon não tinha condições para tratar do filho e o tribunal dá-lhe razão( ao exmarido).

No vídeo que assisti, Sharon relata por mais ou menos por estas palavras, " cheguei ao fundo do poço, perdi tudo!" A sua carreira tinha terminado e a sua família também! A indústria cinematográfica afasta-a do meio e esquece-a.

Mas esta incrível mulher, deu a volta por cima e como já não tinha nada a perder, voltou a reerguer-se, aprendeu novamente a falar, a andar etc.

Começou de novo, segundo ela tudo melhorou depois desta experiência. Mais tarde, adotou mais dois meninos, pois o seu sonho de ser mãe já vinha detrás. Voltou  às séries tendo tido sucesso. Foi reconhecida pelo seu talento, tendo sido considerada a mulher do ano. Agora é feliz. A sua vida atual é dedicada aos filhos que são a sua maior alegria!

E estes são exemplos que devemos ter em mente,  de que é possível  renascer das cinzas, tal como a ave Fénix e tal como fez Sharon Stone!

 

Dia internacional do autista

Helena, 09.04.24

Foi dia 2 de abril.

Desculpem o delay.

Como agora já é um assunto que me interessa mais, estive a ler uma reportagem de uma senhora que partilhou a sua história. Foi-lhe diagnosticado  perturbação do espectro do autismo já tinha os seus 32 anos, já em adulta portanto.

Pelo que li, há cada vez mais pessoas diagnosticadas tão tardiamente, e porquê?

Antigamente não havia informação suficiente para diagnosticar estes casos, nem a nível médico.

E então as pessoas eram muitas vezes ou mal diagnosticadas ou passavam pelos pingos da chuva, como se costuma dizer. Muitas vezes os sintomas, poderão conduzir a outras doenças como a ansiedade, depressão, ou até bipolaridade.

As que estão no nível 1, as de alto funcionamento, são as que passam mais despercebidas, pois a sua condição está mais relacionada com disfunções nas interações sociais  ou padrões de comportamento.

Eram as de então designadas com o termo 'síndrome de Asperger',  como autismo leve,  mas esse termo deixou de ser usado.

O que verifiquei é que das que foram diagnosticadas já em adultas, tendo sofrido ao longo do tempo a sua condição, usando muitas vezes uma máscara social ou camuflando-se socialmente para se integrarem, sentiram um alívio, pois havia uma explicação para os seus sintomas.

Já a minha filha, mas lá está, cada caso é um caso, disse exatamente o oposto: " quando descobri, foi um peso!"

Talvez veja as coisas dessa maneira agora, não sendo adulta, mas provavelmente seria bem pior, se tivesse sentido que há algo que não está bem e só saber anos mais tarde!

Outro ponto importante que a sra referiu foi que quando se apresentava numa reunião com o seu estatuto profissional era bem aceite, com louvores e honras. Se por acaso mencionava que tinha a perturbação do espetro do autismo, mudavam logo de postura, considerando-a uma criança ou de infantil.

Isto para resumir que ainda há muita desinformação por aí, e que cada caso é um caso, sendo que os de grau 1 até podem ter capacidades acima da média, desempenhando com sucesso a suas atividades profissionais, não sendo dependentes de terceiros.

E que devemos ver as pessoas como um todo, ou seja para além dos sintomas da doença.

 
 

 

 

 

 

Un plug de Joana Vasconcelos

Helena, 08.04.24

Já viram a exposição da Joana Vasconcelos no MAAT?

Consegui ir ontem!

Depois de 1 hora à espera na fila, lá conseguimos ver a sua exposição. 

Gostei , mas confesso que estava à espera de um bocadinho mais. No entanto, valeu pelas cores e pelos materiais que usou no seu trabalho.

Gostei mais das instalações à porta do Maat, relembra-me mais os seus trabalhos iniciais. E vocês? já foram? O que acharam?

Deixo-vos aqui algumas fotos que tirei no momento.

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Nota: no 1º fim de semana de cada mês, ao domingo, das 10h às 13h, a visita ao Maat é gratuita!

Dizem que com 3 paus se faz uma cabana...

Helena, 06.04.24

Pois eu resolvi fazer uma secretária!

A antiga feita com material contraplacado já teve os seus dias, e embora gostasse dela, as gavetas já andavam desalinhadas e tinha que ter um cuidado enorme ao movê-la, caso contrário, desfazia-se ali mesmo!

Por isso, resolvi arranjar uma a baixo custo, eu que sou adepta das poupanças e aproveitar tudo de forma a criar novo.

Comprei 2 cavaletes a fazer de pernas de mesa e um tampo de vidro e voilá: uma nova secretária para as pinturas!

Primeiro tinha-me ficado apenas o valor das pernas da mesa, pois já tinha o tampo de vidro da secretária anterior, mas como o tampo de vidro era mais fino, resolvi comprar um mais espesso para não haver o problema de quebra!

Como é que descobri isso? Fácil, a gata de loiça fez o teste: saltou para cima da mesa e ela abanou!!!

Por isso, foi melhor adquirir novo tampo,  mais resistente! E ficou assim!

Que tal?

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