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Dia internacional do autista

Helena, 09.04.24

Foi dia 2 de abril.

Desculpem o delay.

Como agora já é um assunto que me interessa mais, estive a ler uma reportagem de uma senhora que partilhou a sua história. Foi-lhe diagnosticado  perturbação do espectro do autismo já tinha os seus 32 anos, já em adulta portanto.

Pelo que li, há cada vez mais pessoas diagnosticadas tão tardiamente, e porquê?

Antigamente não havia informação suficiente para diagnosticar estes casos, nem a nível médico.

E então as pessoas eram muitas vezes ou mal diagnosticadas ou passavam pelos pingos da chuva, como se costuma dizer. Muitas vezes os sintomas, poderão conduzir a outras doenças como a ansiedade, depressão, ou até bipolaridade.

As que estão no nível 1, as de alto funcionamento, são as que passam mais despercebidas, pois a sua condição está mais relacionada com disfunções nas interações sociais  ou padrões de comportamento.

Eram as de então designadas com o termo 'síndrome de Asperger',  como autismo leve,  mas esse termo deixou de ser usado.

O que verifiquei é que das que foram diagnosticadas já em adultas, tendo sofrido ao longo do tempo a sua condição, usando muitas vezes uma máscara social ou camuflando-se socialmente para se integrarem, sentiram um alívio, pois havia uma explicação para os seus sintomas.

Já a minha filha, mas lá está, cada caso é um caso, disse exatamente o oposto: " quando descobri, foi um peso!"

Talvez veja as coisas dessa maneira agora, não sendo adulta, mas provavelmente seria bem pior, se tivesse sentido que há algo que não está bem e só saber anos mais tarde!

Outro ponto importante que a sra referiu foi que quando se apresentava numa reunião com o seu estatuto profissional era bem aceite, com louvores e honras. Se por acaso mencionava que tinha a perturbação do espetro do autismo, mudavam logo de postura, considerando-a uma criança ou de infantil.

Isto para resumir que ainda há muita desinformação por aí, e que cada caso é um caso, sendo que os de grau 1 até podem ter capacidades acima da média, desempenhando com sucesso a suas atividades profissionais, não sendo dependentes de terceiros.

E que devemos ver as pessoas como um todo, ou seja para além dos sintomas da doença.

 
 

 

 

 

 

Autismo

Helena, 20.11.23

No início deste verão descobri a verdadeira causa para a minha filha ter as crises de ansiedade que cada vez mais estavam a ser frequentes.

Pois é: autismo. 

Nestes últimos dias que não tem sido fácil; estava à mesa com ela a tomar o pequeno almoço e disse em voz alta: " e a mim que já me passaram tantos alunos autistas pelas mãos, nunca pensei ter uma filha autista..."

Resposta dela: " e eu que nunca pensei que fosse autista...".

Realmente não é um problema fácil, e que no caso dela só foi descoberto recentemente.

Como a psicóloga dela disse: " passou estes anos todos pelos pingos da chuva (...)"

Felizmente o grau de autismo dela não é grave, ela é bastante funcional, porém nestes casos, têm bastantes manias que Deus me dê paciência!

A psicóloga há uns dias chamou-me para falar com ela e entre várias coisas disse-me: " bem, ou a mãe faz também terapia para aprender a lidar com situação da sua filha ou então....

Sabem o que me disse?

" Dê-lhe AMOR e CARINHO! Diga-lhe que a ama e valorize-a.

E não é que resulta?