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Be careful what you wish for- Resoluções de novo ano ou outras de qualquer altura

Guarda rios, 09.01.23

Normalmente faço uma retrospetiva do que ainda gostaria de fazer e que me poderia fazer bem ou do que me falta para ser mais feliz.

Não costumo decidir no final do ano como a maioria, tenho outro deadline: final de agosto, início de setembro. Tem a ver com o fim das férias de verão, em que para mim é um símbolo de " acabou o ano" e que começou outro , está relacionado com o início do ano letivo. É por aí que marco o meu calendário, por anos letivos. Está relacionado com a profissão.

Como todas as pessoas faço também um balanço, um mini balanço, mas não me detenho muito no que correu mal, pois há coisas que simplesmente não dependem de mim.

Faço antes projetos pela positiva: o que posso fazer para andar mais feliz?

E eis que surge o título deste post: " cuidado com o que pedes".

Aquele mote de" pede o que quiseres e podes conseguir tudo, basta querer" é desatualizado e pouco realista.

Sabemos que para conseguirmos ou termos algo, tem que começar por querer ter, alcançar, óbvio.

Mas nem sempre o esforço ou a força de vontade chegam para as obter.

Existem muitas variantes e que nem sempre confluem a nosso favor!

Podem ser tão superficiais como verdadeiros obstáculos, como por exemplo: falta de dinheiro, ou não ter o dinheiro suficiente, ou tempo, ou incompatibilidade de horários.

Eu, no final de agosto, início de setembro, tinha alguns objetivos semi planeados, como por exemplo:

voltar a fazer voluntariado;

tirar novo curso, quem sabe para mudar de profissão;

fazer mais exercício físico .

Acho que eram só estes.

Resumindo e concluindo: tentei e procurei na área de voluntariado, só havia durante a semana, ou à noite, logo incompatível com o horário de trabalho;

quanto ao novo curso, embora muitas formações sejam online, o que dá um jeitão, pois não temos que nos deslocar para cascos de rolha, algumas são bastante caras, o que significa que temos que ter um budget que não fique comprometido caso surja alguma situação inesperada; 

quanto ao exercício físico, depois do problema que arranjei no pé, que entretanto passou, voltei às caminhadas.

O que se pode depreender disto?

Que por muito boas intenções tivesse, muitas não estavam ao meu alcance, por diferentes fatores, significando que por vezes é necessário selecionar melhor as exequíveis e que nem sempre só ter a intenção com esforço e força de vontade chega.

Se ficasse muita agarrada , como houve alturas em que fiquei num ou noutro objetivo, na sua concretização, saíria muito frustrada.

Por isso, redefini-los, pensar com mais cuidado, e se for muito importante para nós, não perdê-los de vista, mas concretizá-los numa altura mais propícia, eis a solução.